Poema publicado na revista Elipse 6.
sete bolboretas verdes
Blog persoal de rosanegra
segunda-feira, 10 de dezembro de 2018
domingo, 18 de setembro de 2016
A máscara do fascismo
Abre-se
o pano vermelho da vida
e
o poder sorri entre cruzes de pedra.
O
Monte do Castro não é nada
sem
a sua grisácea verdade, IN MEMORIAM
Não,
não é a Cruz do Castro, é a morte.
Aparece
logo a imagem dum barco
e
pensamos na Gente do Mar
nos
que morreram, nos que morrem
e
nos que morrerão.
Não,
não é um barco numa rotunda
é
a máscara, a careta autoritarista,
a
soberbia, o egoísmo...
A
Torre de Babel querendo tocar o céu.
E
o Farão, onde está o farão?!
Fim
do primeiro ato,
a
obra magistral deve continuar
Hora
pro nobis
entre
rios de injustiça!.
rosanegra
grisácea(es),
agrisada (gal),
grisalho(pt)
autoritarista(invent),autoritária(pt)
terça-feira, 2 de junho de 2015
sábado, 2 de maio de 2015
Arte
As
cores da vida, nos lenços refletidas
com
paisagens reais e a viveza soalheira
característica
da água, da terra, do ar...
entre
as asas da mente, brilhantes
estrelas
que
adormecem na base e ressaltam
impetuosas,
pelas veredas do pincel
rebuscamos,
procurando sensações
nos
quadros inspirados
nas
imagens cheiradas
que
abrangem as pupilas
e
topamos, grandes pedaços prolongados
dumas
mãos que fazem
formas pictóricas
num
mundo de plásticas que se criam
a
si próprias...
sonhamos,
na alvorada dum
amanhecer
enquadrado
pela essência
dum criador
e
dum sentimento que estoura
para
em Arte nascer.
Poema publicado no livro Silêncio da Gaveta
sábado, 18 de abril de 2015
Medram fieitos no meu coração
e
sabem a cor dourada e seca
murcham
as minhas mãos
sem
tocar a tua pele,
sim,
a tua pele é um
plano
a
percorrer, é um
desejo
é
a prolongação do meu
instinto
fero.
Nascem
funchos e fentos
no
meu coração
evocando
os teus lábios
estimulando-me
com a droga
que
emana da matéria
gris.
Sim,
a tua pele também
é sinónimo
de
prazer...
Poema próprio publicado no livro Silêncio da Gaveta.
segunda-feira, 2 de março de 2015
Na anoitecida,
Estouro
em 300.000 partículas que sabem a açúcar
e
atravesso a tua pupila num orgasmo redondo, circular e branco...
Acovilho
o teu tesouro com a ansiedade dum prazer infinito e mudo
que
me enche com a plenitude da lua cheia
e
como com voracidade duma fome que feroz te engole
como
um pão, vivo e gigante...
Beijo
os astros do teus olhos e mordo o falo
que
nos sustém na boca do tempo
Tomamo-nos,
perdidos nos nossos fluidos
e
rompemos pedaços dos hemisférios
que
criamos para sonhar.
Sentimo-nos,
cada músculo é um som
uma
tecla
que
tocamos na paixão desmesurada
devorando-nos
e morrendo
para
renascer como animais posuídos
pelo
celo...
(O
coito é a essência que nos unifica)
Para
a INSUA que inspira estes versos...
Poema publicado em Elipse número 5 de Círculo Edições
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Poema inacabado,
no
comboio da noite viajo
sem
saber cara a onde vai,
os
pensamentos voam nos carris e no som
dum
trem que sabe a nostalgia.
O
ferro carril do passado ainda viaja por terras
desconhecidas
e senlheiras
com
uma cor que sabe a fume,
é
o ar envolvente da realidade
que
o sustém na geometria.
No
comboio, viajo
e
não viajo...
as
horas solidificam-se
como
magma seco
e
expressam silêncio e tempo
num
canto estranho e esquisito
o
canto do pôr-do-sol no vigésimo estrondo
É
no comboio da noite e sem estrelas
onde
ouço a voz da lua
no
trigésimo nono ano de luz
que
me abrange com a amplitude dum sorriso.
No
comboio viajo, talvez, não viajo.
Publicado na revista Elipse número 4 de Círculo Edições
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